segunda-feira, 8 de março de 2010

MANIFESTO SLOW BLOG ...



Manifesto Slow Blog, blogar lentamente

1) Blogar lentamente é a rejeição ao imediatismo. É uma afirmação de que nem tudo que vale a pena ler é escrito rapidamente, e que muitos pensamentos são servidos melhor depois de completamente assados e redigidos em temperatura constante.

2) Blogar lentamente é uma maneira de valorizar a matéria, como os pixels que dão formas às suas palavras são preciosos e raros. É uma predisposição a deixar os eventos presentes passarem sem comentar. É deliberado em seu ritmo, não quebrando o seu caminhar sem pressa por nada além da verdadeira emergência. E talvez nem mesmo então, pois a lentidão não é a velocidade da maioria das emergências, e lugares onde a amada e tranquilizadora velocidade governam o dia servirão melhor para nós nestas épocas.

3) Blogar lentamente é o oposto da desintegração das frases em apenas uma linha, que são freqüentemente a vida primitiva de nossas melhores idéias. É um processo em que a luz irradia do brilho dos pensamentos e então desanuvia para assumir seu lugar no pano de fundo como parte de algo maior. Slow Blogging não escreve pensamentos nos pergaminhos etéricos e eternos antes deles oferecerem um valor persistente na formação de nossas idéias ao longo do tempo.

4) Blogar lentamente é uma disposição de permanecer em silêncio em meio aos ultrajes e êxtases que preenchem nada mais do que um simples momento no tempo, na alternância entre banalidades, decepções esmagadoras e contentamento psicótico do fim do mundo no mero espaço entre as manchetes. Aquilo que você desejaria ter dito naquela hora na semana passada pode ser dito na próxima semana, mês ou ano, e você somente parecerá mais inteligente.

5) Blogar lentamente é uma resposta e uma rejeição ao Pagerank. Pagerank, a bela-fera monstruosa que se senta atrás de diversas cortinas dobradas do Google, decidindo a autoridade e relevância das suas buscas. Blogue cedo, blogue com freqüencia, e o Google vai te recompensar. Condicione seu eu criativo a uma freqüencia secreta, e descubra-se adorado pelo Google; você vai aparecer onde todos olham - nas primeiras páginas do resultado. Siga seu próprio ritmo e encontre suas obras nunca encontradas; recuse o Pagerank e seus favores e sua obra será jogada mas profundezas dos resultados indiferenciados. Sua idéia retorcida de bem comum fez do Pagerank um aterrador inimigo de seus iguais, estabelecendo um ritmo que proíbe a reflexão necessária para sair do dia-a-dia cotidiano em direção ao legado.

6) Blogar lentamente é o re-estabelecimento da máquina como agente da expressão humana, ao invés de seu chicote e de seu recipiente. É a suspensão voluntária da roda de hamster girando à velocidade da luz ditando as regras da blogagem altamente efetiva. É uma imposição de temporalidades assincrônas, onde nós não digitamos mais rápido para alcançar o computador, onde a velocidade de recuperação não necessita do mesmo passo do consumo, onde boas e más obras são criadas em seu devido tempo.
Tradução para o português: Gabriel Dread, Irradiando Luz
Postado por Gabriel Dread às 11:11
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008


domingo, 7 de março de 2010

Blackout (Porta Curtas Petrobras)




domingo, 28 de fevereiro de 2010

Contagem regressiva para a Copa do Mundo na África

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"Trens" da Alterosa - parte II

Chamada por alguns, inclusive por mim, de "roça iluminada" ou "roça grande" deixou saudades, apesar da ansiedade do retorno para casa no litoral paulista. Por pouco perdi um show de Rock no "Jack Bar" com bandas locais numa promoção de ajuda ao povo do Haiti, também, com um pouco mais de tempo participaria do encontro "Punk Geriátrico". As notícias sobre tal encontro dão conta do quão hilário e insólito foi reencontrar os rebeldes e renegados de ontem e verificar as mutações ou continuidades no modus vivendi de hoje.

A urbe aparentemente domada deitou mais uma vez suas garras em mim. A "Bagdá do mega pixels", conforme o verbete, ou melhor, a "entrada" Belo Horizonte na desciclopédia, calça como uma luva hightec tal definição. Realmente, percebi com os olhos "estrangeirados" de quem há muito partiu para outro Brasil que em "Beagá" as coisas parecem funcionar bem, entretanto nada disso... As pessoas estão muito mais apressadas, é quase um arremedo de Sampa. As imagens da cidade se espraiam como em tentativas de ilusão, de fuga e busca de identidade. Algo como painéis de led cujas partes apagadas revelassem _ sempre em pontos aleatórios _ os avessos da cidade. Não chega a ser o "avesso do avesso", é o contrário em doses sur(presas). Figuras de decadência descontextualizadas e desconsertantes. Uma cidade fake, porém muito distante de uma Dubai, maqueada para parecer aquilo que não é e procurando "baratinada" preservar o que já foi. Modernidade e tradição estão cindidos em seus embates particulares, na inócua tentativa de vencer o tempo e domar os espaços. Só o tempo dirá em que vai dar esta contrariedade. Quanto a contradição _ não tem remédio _ é inerente as grandes cidades, uai!

Na rodoviária, antes de partir passo mais uma vez para saldar o Fernando Sabino na acanhada exposição dedicada ele. Certo da minha condescendência aceito o provisório status de pequeno mentecapto. "Belô" continua suja e bela.

domingo, 24 de janeiro de 2010

"Trens" da Alterosa - parte I

Se alguma coisa parece boa demais para ser verdade,
então provalvemente é mesmo verdade.
Sidney Sheldon
Estou em Belo Horizonte há 4 dias. Restinho de férias... A capital mineira com suas ladeiras intermináveis e odor de fuligem me cansa, mas os mineiros (meus conterrâneos) me divertem.
Familiares e amigos me acolhem do modo que os bons amigos devem ser, afetuosos, sinceros e solícitos. Para equilibrar o ônus da franqueza típica da amizade alterosa, recebo o bônus da irreverência e o bom humor citadino através de inúmeros "causos" e "prosas" que pude ouvir e compartilhar até agora.
Em um buteco "copo sujo", conversei durante horas sobre literatura, entremeado o assunto por muitos fatos arrancados da memória sobre Brasil sob o regime getulista e reflexões éticas muito interessantes. E por que não dizer, desconsertantes. Aprendi muito, principalmente, sobre literatura de aventura e suspense. Num bar, né?!...rs. É pitoresco, porém talvez não seja contrário ou contraditório como possam imaginar.
Mecânica de autos, futebol, negócios e espiritismo fizeram parte do do repertório quase monológico em outras paragens e ocasiões, tendo por personagens outros (inter)locutores. É que não entendo muito desses microcosmos. Confesso minha ignorância, principalmente, em relação aos dois primeiros universos.
Chuva antes do jôgo. Desisto de ir ao mineirão, assisto a "pelada" pela TV. Empate, 1 X 1, Atlético mineiro e América. Debut do Wanderley Luxemburgo no Galo.
Comentam comigo e pude constatar que os "sebos" proliferam por aqui. As pessoas têm lido mais ou o mesmo público consumidor de livros novos migrou para o consumo de usados? Não sei. Fica a dúvida assim também outros questionamentos acerca da vida cultural em "Beagá". Detalhe: as livrarias estavam cheias, porém observei que a procura estava concentrada nos materias escolares.
Muita cerva no Balaio de Gato, Guarapan, Mate Couro, Del Rey em garrafa de vidro, pão de queijo e de batata (3 por por 2 mangos ou 4 por 2 e 40. Bão dimais!), queijo canastra (claro!), geléia de pimenta e de cachaça com torresmo carnudo, biscoito de polvilho frito fresquinho, cigarrinho de palha (lamentavelmente, admito, uma febre local). Ah!... os doces, espetáculo aos sentidos que vence qualquer reserva ao pecado da gula.
Evito traçar roteiros turísticos habituais em minhas andanças pela cidade. Não gosto de chão muito batido. Excessões ao glorioso e octagenário Mercado Central e ao quase soterrado pelas especulações imobiliárias e transformações urbanas, o Café Nice. O primeiro, é um desbunde de cores, aromas e sabores; o segundo, gostinho e cheiro de "ouro negro" e história.
É um período fraquíssimo para tentar revisitar a cena mineira do Rock in Roll. Só depois do carnaval (que pra quem curte, no interior é o que há) vão retomar as programações prolíferas no gênero em bares e casas noturnas por aqui. Me contento o "pocket show" particular improvisado pelo Leandro (da banda cover The Doors) abrangendo de Zeca Baleiro (MPB) a Rush (rock progressivo). Gostei! Aliás, abraços ao Ulisses (o Unilux) que partiu neste domingo para o Campus Party em Sampa, ao Fabiano, Hermano, o carinha que esqueci o nome e que cursa agronomia da UFV (mente aguçada Broh!) , Camila (a animada namorada do Leandro). Tutti bona gente!
cont. >

sábado, 16 de janeiro de 2010

Conte até 80...

Garimparam tudo que era possível em termos de música e moda dos anos 80, entretanto _ parece _ está longe de esgotarem suas possibilidades. Tem muita coisa, ainda, para ser descoberta ou revivida por públicos diversos. Talvez seja esta a "atualidade" dos 80, ser inatual (deslocado) desde aquela época...rs.
Recomento o site 80's Music Vídeos para os apreciadores sérios (alguém leva isso a sério?) ou "chimfras" em geral das músicas oitentistas. A vantagem é que diferente dos sites pioneiros os quais só disponibilizavam arquivos de som, neste pode-se baixar vídeos.
Taí o link:
De lambuja, fiquem com o vídeo da música "California Uber Alles" com o Dead Kennedys (Alguma lembrança boa dos anos 80...rs).
Este post está participando do Concurso Profissão Blogueiro, que vai premiar três blogueiros com netbook e kit completo para quem quer ter um blog de sucesso. Acesse: www.ideiasnoar.com.br/profissaoblogueiro.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Doações para o Haiti



Olha Só!... Antes de qualquer coisa, confira com as Instituições em questão se os dados estão corretos, como diz um ditado popular, "a ocasião faz o ladrão". Não é raro aparecerem sites e mensagens mal intencionados tentando algum golpe.


Anote, confira e contribua:

Embaixada da República do Haiti
Banco: Banco do Brasil
Agência: 1606-3
CC: 91000-7
CNPJ: 04170237/0001-71

Comitê Internacional da Cruz Vermelha
Banco: HSBC
Agência: 1276
CC: 14526-84
CNPJ: 04359688/0001-51

Informações sobre cidadãos brasileiros no Haiti podem ser obtidas pelos telefones do Núcleo de Assistência a Brasileiros do Itamaraty:


Tels.: (61)3411-8803 / (61)3411-8805 / (61)3411-8808

(61)3411-8817 / (61)3411-9718 / (61)8197-2284


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ajuda brasileira no Haiti

Olha Só!... O militar do Exército brasileiro que aparece por mais tempo durante as filmagens cuidando de feridos, vítimas do catastrófico terremoto que assolou o Haiti, é o Sgt. José Carlos Barbosa. Personagem real e imprescindível neste momento de imperiosa necessidade, quero enviar meus parabéns através da sua pessoa humana a todos os brasileiros que não medem esforços para ajudar aos mais necessitados, principalmente aos que ainda estão em solo haitiano. Brasileiros estes que são praticamente idolatrados por este sofrido povo (e dá pra entender porque ao sentir o sal das lágrimas derramadas nos relatos de desumanidade e solidariedade enviadas ao Brasil por soldados brasileiros).
Meus pesares às famílias haitianas e brasileiras, aos haitianos sem família, sem eira nem beira... aos que perderam familiares e amigos.




http://videos.band.com.br/v_46741_mais_um_aviao_da_fab_segue_para_o_haiti.htm

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Olha Só! virtual X real?!



Apreciadores de jogos para pc ou outros consoles, principalmente os que curtem jogos de guerra em 1ª pessoa, se não jogaram já ouviram falar do Call of Duty, desenvolvido pela Infinity Ward e distribuído pelo Activision. Não vou falar, ou melhor _ escrever _ sobre as "virtudes" ou "vícios" deste jôgo ou sobre os jogos de interatividade real ou virtual. Nem mesmo irei especular, nesta oportunidade, sobre os liames ou fronteiras entre o real e o virtual. O assunto sugere a temática, como _ talvez _ a ideologia em tempos (pós)modernos, mas trata mais de uma impressão, e quero dividí-la com vocês.


Algo me ocorreu quando da reeleição de Hamid Karzai para a presidência do Afeganistão. Conforme noticiado de Washigton pela Agência Reuters (02/11/2009), ele se reelegeu após o cancelamento do 2º turno pelo motivo da retirada da candidatura do líder opositor Abdullah Abdullah. Os E.U.A reconheceram a legitimidade das eleições, contudo o presidente norte-americano, Barack Obama, deu os seus "pitacos" (ou serão "pitos"?).


As coisas por lá, como todos sabem, faz muito tempo que corre quente! E não serei eu que "botarei" mais lenha na fogueira... mas, Karzai é parecidíssimo com Imran Zarkhaev, o grande vilão do jôgo Call of Duty, na sua 4ª versão, modern warfare (lançado em 2007). A diferença física é a falta do antebraço de Zarkhaev, já que Karzai tem os dois... metaforicamente parece ter até mais de dois...rs. Olha Só! as fotos.






















O desenvolvedor entrou com pedido legal de proteção da trademark. Indício que o jôgo em questão poderá parar nas telas do cinema.

Abaixo uma charge que põe em dúvida os trâmites que mativeram Karzai no poder.



domingo, 1 de novembro de 2009

ANDRÉA BÓRIS: militante do bom Rock na praia.

Apesar do Chalie Brown e de outras bandas de Rock que partiram da Baixada santista e são conhecidas nacionalmente, o apreciador do bom Rock in Roll sabe e sente na pele a carência por espaços que destinem _ pelo menos _ parte da sua programação noturna para os músicos de Rock e a sua fruição pelo público da região metropolitana e, também, pelos inúmeros turistas roqueiros. Andréa Bóris (foto) é uma guerreira (por sinal o "modelito" que vestia me remeteu a essa idéia) que há tempos está nessa batalha inglória: cavar espaços para o bom e "velho" Rock in Roll.
A sua mais recente performance aconteceu no sábado, dia 31 do mês passado, também seu aniversário (Parabéns!!!), no Villa Boemia em Praia Grande (SP). A aniversariante brindou ao público com uma sonoridade que inaugurou ao vivo sua nova fase. Isto lá pelas tantas da madruga, pois após a grupo musical inicial tocar (por sinal, mandaram os sons do Rappa e Seu Jorge muito bem. Show!!!), tiveram problemas técnicos na montagem dos equipamentos e o público foi ficando rarefeito. Eu mesmo não pude ficar até o final. Pena! Percalços acontecem.
Foi bom constatar que ela continua Rock'n Roll, não perdeu a "veia" que tanto faz lembrar as grandes Divas do som pesado, Janis Joplin por exemplo, mas agora, também, faz releituras de músicas pops e dançantes, além de composições próprias.
Espero que possamos assistí-la mais vezes e, também, a outras apresentações de Rock sem precisarmos subir a serra.
"Rock is life!"